E mais um ano vai chegando a seu fim. Como sempre, esse é um tempo usado para reflexão acerca do passado e do futuro, planos e metas, prioridades. É tempo de olhar para trás e avaliar os frutos desse ano, se bons ou ruins. Nessa semana tenho pensado nisso.
O mundo dá voltas. É incrível, e de certa forma triste, olhar para trás em minha vida e na vida de meus amigos e ver coisas que "certamente" eram da vontade de Deus, planos que seguramente eram abençoados, mas que hoje podemos ver que eram armadilhas. Essa é a parte triste, perceber como somos cegos e literalmente burros ao fazermos nossos planos e declará-los de maneira papal que eles são a vontade de Deus. Pedir a Deus que abençoe planos e atitudes que vão contra os princípios de Sua Palavra é como pedir que Ele negue a Sua verdade pelo nossa satisfação própria. Ou seja, idiotice nossa.
A parte incrível é novamente ver como a Palavra é verdadeira quando diz que "todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas no final, são caminhos de morte"(Pv 14.12; 16.2). É incrível ver que Deus realmente "tem cuidado de nós" e que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus" (1 Pe 5.7; Rm 8.28). É incrível ver que "as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã" (Lm 3.22-23) e só por causa disso não sou consumido pelo fogo. Saber que "o Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio" (Sl 18.2). Saber que há esperança para mim, um vil pecador, indigno dessa graça recebida. Que mesmo quando meus olhos se fecham e meu coração endurece, Tu, oh Senhor, me resgata e corrige meus caminhos.
Oh Pai, no fnal deste ano, te agradeço pelos planos frustrados, pois se eles sucederam dessa maneira, foi por que permitistes. Graças dou, Pai, pois neste ano, pelo menos grande parte dele, priorizei estar contigo às outras coisas. E Tu fizestes valer a Tua Palavra de que "todas as outras coisas me seriam acrescentadas." (Mt 6.33)
E quanto mais cresço, mais vejo que sou pequeno; quanto mais luz me cerca, mais vejo a escuridão em mim; quanto mais sarado, mais percebo ao quão profundas são minhas feridas e quanto cura ainda preciso; quanto mais amado, mais sou constrangido a amar; quanto mais perdoado, mais sou levado a perdoar. Porque tamanha graça me foi concedida, devo partilhá-la, seja em palavras ou em ações, para que o mundo veja que Tu és Deus.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário